ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA

  

                   A alimentação equilibrada é aquela que atende às necessidades nutricionais de cada indivíduo, fornecendo qualidade e quantidade suficiente de nutrientes para o bom funcionamento do nosso corpo. A escolha de alimentos não é somente para manter o peso ideal, mas também para garantir uma boa saúde.

                  Uma alimentação adequada, equilibrada e saudável é composta por todos os nutrientes: proteínas, carboidratos, vitaminas e sais minerais, gorduras, fibras e água.

                 As proteínas formam e regeneram os tecidos do nosso organismo. Estão presentes nas carnes em geral, peixes, ovos, leite e seus derivados (iogurte, queijo, ricota, etc). Também temos as proteínas vegetais (feijões, lentilha, ervilha, etc).

                Os carboidratos fornecem energia não só para nossas atividades do dia-a-dia como para o funcionamento de nosso corpo, as maiores fontes são os pães, cereais, massas, farinhas, arroz, mandioca, batata e outros.

                As vitaminas e sais minerais controlam e regularizam as atividades de nosso metabolismo e mantém a saúde de nossos órgãos e tecidos. As maiores fontes são as frutas, verduras e legumes.

                As fibras são alimentos que regulam nosso intestino, reduz os níveis de colesterol no sangue e promove maior saciedade. São encontradas nos legumes, verduras e frutas (principalmente no bagaço e nas cascas), também são encontradas nos alimentos integrais e cereais.

                Não devemos nos esquecer de um item precioso em nossa alimentação: a água. É fundamental beber líquido suficiente para equilíbrio do nosso organismo, em torno de 2 litros por dia.

                É importante ressaltar que a variedade de alimentos é fundamental para que uma alimentação seja considerada saudável. Por isso nada de excessos ou radicalismos. Como o próprio nome indica, equilíbrio é a base da alimentação equilibrada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Venha fazer uma consulta com a nossa Nutricionista. Tenha uma alimentação saudável!

Heloína Francisconi – Nutricionista Clínica – CRN3: 19802

Especialista em Doenças Renais e Mestranda em Clínica Médica pela UNICAMP.

 

 

 

Doença ocorre por deficiência ou ausência de enzima que quebra o leite.
Problema pode ser congênito ou surgir com o processo de envelhecimento.

 

Um simples copo de leite ou um pedaço de queijo pode fazer mal para quem tem intolerância à lactose. A pessoa sente náusea, gases, inchaço, diarreia e assadura na região anal.

Segundo dados brasileiros, 70% dos adultos têm algum desses sintomas após consumir leite de vaca ou derivados. Em países como Japão e alguns do continente africano, praticamente todos os habitantes com mais de 80 anos têm algum grau de intolerância.

A doença ocorre porque o indivíduo nasce sem uma enzima que quebra a lactose, o açúcar do leite, ou porque deixa de produzi-la ao longo da vida, seja pelo envelhecimento ou por lesões no intestino.

A gravidade dos sinais, que podem aparecer logo após a ingestão de leite ou depois de horas, depende da quantidade de alimento e de quanta lactose cada pessoa é capaz de suportar.

Intolerancia a lactose (Foto: Arte/G1)
 
 

                  Segundo o gastroenterologista Flavio Steinwurz e a nutricionista Camila Diniz, qualquer alimento que contém lactose pode fazer mal, como leite de vaca ou cabra, queijo branco, manteiga, margarina, requeijão, iogurte, pudim, bolo, creme de leite, leite condensado, biscoito ao leite, pão de leite, pizza de muçarela e a maioria dos adoçantes em pó.

                    Em geral, iogurtes podem ser mais bem tolerados que o leite, porque parte do açúcar é fermentada. Porém, a maioria dos iogurtes, especialmente os de consistência firme ou cremosa, contêm leite em pó e/ou soro de leite, para melhorar a textura. Além disso, alguns iogurtes apresentam o mesmo percentual de lactose que o leite de vaca: cerca de 5%.

                      De acordo com o Conselho Nacional de Laticínios dos EUA (NDC, na sigla em inglês), as muçarelas de búfala e cabra contêm 2% de lactose, menos da metade do teor de um copo de leite ou iogurte. Dependo do grau de intolerância do paciente, esses queijos podem ser substitutos na dieta.

                       Para não ficar em dúvida, leia sempre o rótulo e verifique se o produto inclui lactose na formulação. Remédios também podem incluir lactose – por isso, veja a bula.

 

Diagnóstico
                É feito por dois testes. No primeiro, que é feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o paciente recebe uma dose de lactose em jejum e, depois de algumas horas, são colhidas amostras de sangue que indicam os níveis de glicose. Se não houver alteração, a pessoa é intolerante à lactose.

                 Há também um exame respiratório que custa cerca de R$ 120 e monitora a quantidade de hidrogênio nos gases exalados após a ingestão da lactose.

                É importante não confundir a intolerância à lactose com outras doenças ou disfunções que podem causar quadro similar.

 São elas:
- Alergia à proteína do leite (caseína)
- Síndrome do intestino irritável
- Doença celíaca
- Doença de Crohn
- Colite ulcerativa
- Alergias alimentares
- Endometriose

Para quem estiver com suspeita de intolerância à lactose e quiser fazer um teste em casa, basta retirar da alimentação os leites e derivados durante uma semana. Se o desconforto sumir, pode estar aí o motivo.

Tratamento
                 Não há tratamento para aumentar a capacidade de produzir lactase, mas os sintomas podem ser controlados por meio de dieta e medicamentos.

 

O que evitar:
- Leite de vaca
- Leite de cabra
- Queijo fresco
- Manteiga
- Requeijão
- Creme de leite
- Iogurtes (costumam ser mais bem tolerados que o leite)
- Bolachas, bolos e pudins
- Adoçantes em pó

Opções de leite e derivados para intolerantes:
- Leite com baixa lactose
- Leite de soja
- Leite de arroz
- Queijos brie, camembert, roquefort, cheddar, parmesão, prato e emmental (são mais gordurosos e calóricos que os brancos)

 Outros alimentos sem lactose:
- Pão francês
- Presunto
- Geleia
- Adoçante em gotas
- Café
- Maionese
- Azeite
- Salada de frutas
 

Importância do cálcio
O leite e seus derivados são ricos em proteínas, vitaminas e a principal fonte de cálcio da alimentação, nutriente fundamental – junto com a vitamina D – para a formação e a manutenção da massa óssea.

Alimento Cálcio (mg) Porção Porção caseira
Leite 300 240 ml 1 copo
Tofu 260 120 g 2 a 3 fatias
Espinafre 120 90 g 4 colheres de sopa
Gergelim 98 10 g 1 colher de sopa
Amêndoas 95 30 g 10 a 15 unidades
Repolho 80 85 g 4 colheres de sopa
Ovo 50 60 g 1 unidade
Laranja 40 100 g 1 unidade
Brócolis 35 70 g 3 colheres de sopa
Cenoura 30 100 g 1 unidade
Uva passa 30 50 g 1 xícara de café
Nozes 30 30 g 10 a 15 unidade

                     Tomar de dois a três copos de leite por dia contribui para um adulto atingir suas recomendações de cálcio. O iogurte também pode ser uma opção para garantir esse fornecimento. Crianças, adolescentes, grávidas e idosos devem consumir mais leite e derivados que as demais pessoas.

                     É recomendável, porém, que o leite não seja ingerido durante as refeições principais (almoço e jantar), pois o cálcio pode atrapalhar a absorção do ferro de origem vegetal, e vice-versa. Uma xícara de espinafre fornece aproximadamente 25% das necessidades diárias.

                      O gergelim é outra fonte de cálcio, tanto o torrado quanto o branco, apesar de este ser digerido com mais facilidade. Duas colheres de sopa por dia correspondem a um copo de leite.

Recomendação diária de cálcio
Crianças (0-8 anos): 200 a 800 mg
Crianças/adolescentes (9-18 anos): 1.300 mg
Adultos (19-50 anos): 1.000 mg
Adultos (mais de 50 anos): 1.200 mg
Gestantes e lactantes: 1.000 a 1.300 mg

Alimentos ricos em cálcio
- Feijão
- Ovos
- Couve, brócolis, espinafre e verduras escuras em geral
- Repolho, nabo, figo, uva passa, cenoura e laranja
- Amêndoas e nozes
- Gergelim
- Queijo de soja (tofu)
- Sardinha, marisco e algas

Alimentos que interferem na absorção de cálcio
- Produtos com excesso de sódio, como os industrializados, embutidos e enlatados
- Itens ricos em fitatos: farelo de trigo e alguns cereais
- Alimentos ricos em xantinas: café, chá preto e chá mate.

 

 
 

DE CADA 10, 6 MULHERES MORREM DE INFARTO, PRINCIPALMENTE DEPOIS DA MENOPAUSA.

Dizem os médicos Cardiologistas Roberto Kalil e Otávio Gebara .

 

 

                       As doenças cardiovasculares são o inimigo número um das mulheres. De cada dez, seis morrem de infarto, principalmente após a menopausa. E a maioria não tem consciência disso, pois concentra toda a preocupação em exames ginecológicos, como os de mama e do colo do útero.

                     Para alertar o sexo feminino sobre os riscos do coração,  os cardiologistas Roberto Kalil, que também é consultor e Otávio Gebara, professor livre-docente da Faculdade de Medicina da USP, resolveram falar sobre o assunto. Segundo Gebara, as doenças cardiovasculares matam seis vezes mais que o câncer de mama, por exemplo. E as brasileiras são líderes das Américas em acidente vascular cerebral (AVC): têm três vezes mais o problema que as americanas e canadenses.

Gordura pera e maçã (Foto: Arte/G1)

 

                             Entre os principais fatores de risco das mulheres estão: hipertensão, colesterol, diabetes, obesidade abdominal, sedentarismo, cigarro e interação entre fumo e anticoncepcional (que a partir dos 30 anos pode causar trombose venosa e uma consequente embolia pulmonar). De acordo com o especialista, 90% dos riscos são determinados por esses fatores e pelo estilo de vida, contra 10% da carga genética. Ou seja, é possível mudar esse quadro.

                           Após a menopausa, o risco aumenta ainda mais: a mulher deixa de ter o corpo em formato de pera e passa a ser “maçã” (veja arte acima). Isso significa que o depósito de gordura abandona as coxas e o bumbum para se concentrar ao redor do abdômen e na parte superior do corpo. Cinturas acima de 80 cm para o sexo feminino e de 94 cm para o masculino já devem acionar o sinal de alerta, de acordo com a Federação Internacional de Diabetes.

                           Ao lado do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) – divisão do peso pela altura ao quadrado -, a circunferência da cintura é usada para medir o risco cardiovascular de uma pessoa, pois é simples e de fácil acesso: basta uma fita métrica!

 

 

 

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